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9 de Julho de 2026
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Tristes tempos os nossos, é mais fácil desintegrar um átomo que um preconceito.
Albert Einstein

 
Todas as coisas têm o seu mistério, e a poesia é o mistério de todas as coisas.
 Garcia Lorca

 
A educação é para a alma o que a escultura é para um bloco de mármore.
Joseph Addison

 
A melhor prova de que a navegação no tempo não é possível é o facto de ainda não termos sido invadidos por massas de turistas vindos do futuro.
Stephen Hawking

 
Eu não gosto dela e lamento alguma vez ter tido alguma coisa a ver com ela.
Erwin Schrödinger sobre a Mecânica Quântica

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O Ultimo Cabalista de Lisboa
Richard Zimler
Oceanos, 2008

Em Abril de 1506, durante as celebrações da Páscoa, cerca de 2000 cristãos-novos foram mortos num pogrom em Lisboa e os seus corpos queimados no Rossio. Reinava então D. Manuel I, o Venturoso, e os frades incitavam o povo à matança, acusando os cristãos-novos de serem a causa da fome e da peste que flagelavam a cidade.


 


 


Os Zarco, uma família de cristãos-novos residentes em Alfama, tinham como patriarca Abraão Zarco, iluminador e membro respeitado da célebre escola cabalística de Lisboa. Depois do pogrom, Berequias Zarco, sobrinho e discípulo de Abraão, vai encontrar o tio e uma jovem desconhecida mortos numa cave que servia de templo secreto desde que a sinagoga fora encerrada pelos cristãos-velhos. Um e outro estão nus e banhados em sangue. Estranhamente, a porta está fechada por dentro.